segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pastel

Comecei minhas aventuras culinárias cedo, aos 12 anos. Estudava de manhã e tinha a tarde livre para brincar ou fazer o que quer que fosse e, às vezes, a rotina enchia o saco. Chegava à casa pouco depois do meio dia e ficava sozinho até por volta das 13:30h, que era qdo mãe chegava do trampo. Aproveitava esse meio tempo para fuçar na geladeira e nos armários para ver o que havia disponível e depois ia fuçar nos livros de receitas da mãe.
Minha prima, que morava do outro lado da rua, era minha companheira de aventuras, igual ao Toddynho. Muita calma nessa hora! Não estou fazendo propaganda do achocolatado. Estou apenas comparando o slogan da marca com o que minha prima e eu éramos naquela época. Tudo bem que hj a gente nem se fala, mas isso não vem ao caso agora. Era legal ter a companhia da prima pq ela fazia a parte chata das receitas, abrir ou mexer a massa e untar a forma. De qualquer forma ela tbm saía ganhando pq podia simplesmente ir embora depois de encher a pança e largar a zona para eu arrumar. Fazíamos principalmente tortas e pizzas, com as respectivas massas feitas na hora. Não tinha esse negócio de massa pronta, colocar recheio e socar no forno. Não, não. Comigo o negócio era pra valer. Minha mãe costumava dizer que qdo eu ia pra cozinha a zona era tanta que encontrava farinha até no teto. Exagero da parte dela. Eu nem fazia tanta bagunça assim.
Qdo resolvia “aprontar” à noite, as peripécias eram mais light.
Regra básica pra fritar pastel é o óleo estar bem quente e ele caber dentro da frigideira. Ou então preferencialmente num tacho. Houve uma ocasião em que meus pais saíram (não lembro onde eles foram - naquela época eles ainda eram casados) e eu fiquei sozinho em casa. De repente bateu aquela vontade louca de comer pastel. Abri a geladeira e lá estava ela, a massa fresquinha implorando para ser frita. O melhor de tudo é que tbm tinha recheio. Se fosse só massa e vento não daria muito certo. He he he... Inventei de fazer um pastel igual ao de feira, ou seja, bem grande. Só me dei conta de que o treco não cabia na frigideira qdo fui fritar. Coloquei-o lá dentro e as beiradas ficaram pra fora. Resumindo, tive que frita-lo por etapas e não ficou tão bom. Toma, sabichão!!! E o besta aqui, ao invés de segurar a escumadeira longe, não! Fiquei segurando-a com a outra ponta dentro do óleo, até que espirrou um pouco na minha mão. Ao invés de largar a escumadeira lá e puxar a mão em direção ao corpo, eu simplesmente a continuei segurando e ergui a mão em direção ao rosto. O resultado foi que ganhei uma pequena cicatriz no meio da testa por causa do óleo fumegante. Tonto!

Um comentário:

  1. é aquela velha historia....num sabe, nao se mete!!!!huahuahuahua

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