sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Casório

Apesar de minha aparente aversão a relacionamentos sérios, eu quero me casar, sim. Não de papel passado, como manda o figurino (mesmo pq o casamento como conhecemos é uma instituição falida), mas juntar as escovas de dente, morar junto, dividir os sonhos, compartilhar o tempo livre.
Uma avó de coração vive dizendo pra não me casar pq as mulheres são todas vagabundas e, se casar, para não arrumar filhos pq eles só enchem o saco, arrumam confusão e dão problemas. Será que ela se inclui nessa afirmação? A conhecendo do jeito que conheço sei que não diz isso por mal, apenas por ter se desiludido com ex-noras e pela falta de respeito com que os filhos a tratam.
Apesar de ouvir essa ladainha pelo menos uma vez por semana, não acredito que sejam todas vagabas. Mesmo raras, as pessoas de bem ainda existem.
Por outro lado, uma avó de sangue sempre me pergunta se encontrei alguém legal e qdo darei um bisneto pra ela.
Quanto a ser pai, não creio que esteja preparado no momento. Não sei se estarei algum dia. Mas quem está? A gente aprende (a ser pai) simplesmente sendo. Se eles (os filhos) vierem algum dia, sei que serão bênçãos e não problemas. De qualquer forma, antes de tê-los é preciso encontrar uma mãe digna para eles, né? E encontrando, que seja a tampa da minha panela. Conheci pessoas que dariam ótimas mães em todos os sentidos, mas não tinha aquela “química”.
Já houve alguém que pensei “essa é pra casar”, mas se escrevo isso agora é pq não foi. Um dia, quem sabe?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Papo Nerd 3

Durante uma aula entediante na facu, resolvi dar uma arejada nas idéias, tomar água e “esvaziar a caixa d´água”. Nesse momento cruzei com uma amiga que estava sentada no corredor e, teoricamente, cabulando aula (ou se preferir, gazeando). Quem gazeou aula foi a profª, que não apareceu naquele dia. Papo vai, papo vem, ela contou que estava fodida por ter que entregar um monte de trabalhos, matérias e afins naquela semana e que o sobrinho dela, de 7 anos, costuma dizer “eu si fodi”. Risadas à parte e mesmo ela explicando que assim está errado e que o “certo” é “me fodi”, não vou entrar no mérito da questão se é válido ou não explicar essas coisas para uma criança dessa idade, mas o fato é que “me fodi” também está errado por não se iniciar frases ou períodos com pronomes pessoais do caso oblíquo.

Tabela de pronomes pessoais
caso reto caso oblíquo
eu me, mim, comigo
tu te, ti, contigo, se, si, consigo
ele o, a, lhe
nós nos, conosco
vós vos, convosco
eles os, as, lhes

Saindo um pouco da teoria e adentrando ao campo prático, “te amo” tbm está errado. Pela coloquialidade da Língua Portuguesa falada, é possível e permissível falar assim, mas gramaticalmente está errado. Na forma escrita, então, nem pensar.
Não se esqueça: qdo for mandar um cartãozinho de dia dos namorados, o certo é “Amo-te!”. Ou sua namorada o achará um cara inteligente e se apaixonará mais ainda ou um nerd incorrigível. Ou as duas coisas! :)
Mas quem se importa com isso? O que vale é a intenção.

P.S.: Lembrei da minha amiga “semi-patty”! Cadê vc?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vagabunda?

Não lembro exatamente qdo foi. Acho que há umas duas semanas.
Estava no terminal já havia longos 30 minutos, esperando o busão pra voltar pra casa, qdo resolvi me virar para procurar algum conhecido na fila. Foi nesse momento que vi umas das criaturas mais lindas do mundo. Ela vestia uma calça jeans bem justa e de cintura super baixa, sapatos de salto alto, de uma cor púrpura que não sei definir ao certo e uma blusa branca de manga curta, com um decote discreto. Creio que se o ambiente estivesse mais iluminado talvez até fosse possível ver um ou dois pêlos pubianos, de tão baixa que era a cintura da calça. Ela possui quadril largo e seios pequenos, completamente o oposto do que me atrai, mas o engraçado é que mesmo assim me senti atraído por ela, de uma maneira diferente que ia além da barreira física. Os olhos eram brilhantes e hipnotizantes.
O busão chegou e, como já era de se esperar, estava lotado. Desceu uma galera no terminal e entrou o dobro daquilo. Eu no meio. A sorte foi que consegui um lugar pra sentar do lado esquerdo do coletivo. Dei uma olhada ao redor para o acaso de haver algum idoso ou deficiente precisando do assento e foi nesse momento que a vi de pé do lado direito. Logo em seguida um careca encostou nela de forma indiscreta (falando o português claro, encoxando mesmo). Ok, o busão estava cheio pra burro e eu, apesar de sentado, estava me sentindo como arroz de sushi. Imagino que estivesse um pouco pior para os que estavam de pé e, apesar de desconfortáveis, esses encoxamentos esporádicos são um pouco complicados de se evitar, mas nada impossíveis (depende muito da boa vontade do cidadão).
(Vou abrir aqui um parêntese rápido pra falar a respeito desse detalhe. Qdo estou de pé num busão cheio pra burro eu não fico encoxando a mulherada por uma questão de princípios: ela deve ser esposa, namorada, mãe ou irmã de alguém e, da mesma maneira que não quero que façam isso com as mulheres da minha família, eu não farei com as mulheres da família dos outros).
Voltando, o busão chegou ao terminal em que eu iria descer. Ainda estava sentado qdo a vi chegar até a porta para também desembarcar (a porta ficava bem na frente de onde eu estava sentado – sim, esse ônibus em questão tem as portas do lado esquerdo) qdo o tal careca voltou a encoxa-la de forma indiscreta. Notei que ele é casado pela aliança dourada na mão esquerda. Fiquei curioso a respeito e não vi anel nenhum nas mãos dela, ou seja, eles não eram casados e nem namorados. Ela deu um passo à frente para se aproximar mais da porta e notei que o careca abençoado (para não dizer filho de uma cadela sarnenta), que estava com o membro rijo, encostou novamente na moça.
Agora eu pergunto: pq ela não gritou? Pq não esboçou nenhum tipo de reação àquilo? Seria só questão dela abrir a boca para reclamar e tenho certeza de que apareceriam pelo menos dois caras para dar um tranco no folgado. Meu sangue estava fervendo, só esperando por uma reação dela pra ir pra cima do careca.
Qdo desembarcamos no terminal eu me vi hipnotizado, de punhos cerrados, indo atrás dele para enfiar-lhe a mão no focinho. Ela já havia sumido, confirmando minha suspeita de que não tinha nada com o lazarento.
Foi nesse momento que eu me dei conta da situação. Vou falar o que pra ele se ela foi assediada e não falou nada? Que direito eu tenho de tomar as dores se ela não reclamou? Das duas, uma. Ou ela estava com medo e/ou vergonha de reclamar ou é uma vagabunda que estava mesmo gostando daquilo. Quero acreditar que foi a 1ª opção.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eco

Pra fechar a semana com humor. ;)

O namorado, no calor do momento, olha para a namorada completamente nua e diz:
- Que bucetão, hein? Que bucetão, hein?
A namorada, indiferente, diz:
- Tá, eu sei que é grande, mas pq vc disse duas vezes?
Ele responde:
- Eu não disse. Foi o eco!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Verborragia

Anhangabaú, Móoca, Ipiranga, Tatuapé, Jabaquara.
Penha, Lapa, Jaçanã, Tucuruvi, Santana, Barra Funda.
Ibirapuera, Vila Mariana, Paraíso, Brás, Consolação.
Morumbi, Tremembé, Capão Redondo.
Itaim Paulista.

Antes palavras tão comuns, insossas.
Hoje saudosas, de um “idioma” quase esquecido, como se estivesse em Budapeste.

“Próxima parada, estação Tietê. Acesso ao terminal rodoviário.”

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Plong Plong!

Salmonellas, por Benett

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cinzas

Pq é assim que acaba um sentimento, uma amizade, uma saudade.
Tem-se tudo e, de repente, já não se tem mais nada.
No final é tudo cinza e pó.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Terra da Garoa

Tudo é longe, o trânsito que não trafega, horas perdidas.
As quatro estações do ano no decorrer do (mesmo) dia.
Chuva que não acaba mais. Violência. Caos. Poluição.
O verde inexistente. Selva de pedra.
Que falta vc me faz, saudosa Terra da Garoa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Homem de Areia?


Fechando a semana com algo decente...
(pra compensar a festa do tomate).

É incrível como o estresse da semana de provas compromete significativamente minha criatividade. :(