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domingo, 30 de outubro de 2011

Do que os homens gostam

...está ligado à personalidade. Por exemplo, os que estão apenas preocupados com a aparência e em fazer bonito tanto para desconhecidos quanto para os amigos só vai querer pegar as “gostosas” pq é um cara fútil. Ao passo que os que estão interessados numa boa conversa, numa pessoa cativante e divertida não se apegarão tanto aos detalhes físicos. Claro que um ou outro detalhe chamará a atenção, como cor dos olhos, cabelos, altura e afins, mas não será fator determinante.
Se alguém me perguntasse qual é a mulher ideal pra mim eu diria que é aquela que sabe desenvolver uma boa conversa que vá além de novela, Caras e Contigo. Mas se por acaso insistirem com relação a detalhes puramente técnicos como as características físicas eu diria que as magras e com seios fartos. Mas sabe o que é mais engraçado? Eu só fiquei com uma assim. As outras fugiram totalmente a esse “padrão” simplesmente pq eram divertidas, sabiam conversar e tinham um cheiro gostoso. Um prof de biologia no cursinho costumava dizer que o fator determinante a manter um casal unido por vários anos é o cheiro natural da pessoa.
Suponhamos que a preferência do cara sejam as loiras, altas, de cabelos lisos e compridos e na hora “H” ele escolhe a baixinha, magrela e de cabelos encaracolados. Nem é pelo reconhecimento de que a loira seja muita areia pro caminhãozinho dele. Mesmo pq esse lance do caminhão não quer dizer nada. Ainda que a moça seja muita areia, o que o impede de fazer várias viagens? =D Voltando, o cara escolhe a baixinha simplesmente pq a mulher que o atrai (a tal da loira blábláblá) o aterroriza, o cara literalmente treme na base e prefere chegar na que está ao lado pq, em tese, um fora dela machucará menos o ego.
Mulheres altas são estranhas, mas não pela altura e sim pelo complexo. Eu diria até que elas conseguem ser mais encanadas e complexadas que as gordinhas. Aliás, as gordinhas são umas delícias à parte. É até engraçado qdo uma mulher alta reclama que os caras não chegam nelas. Aí é que está o problema. Eles até chegam, mas daí são elas que dão pra trás e posso citar um caso ocorrido comigo há algum tempo. Eu tenho 1,63m de altura. Não sei ao certo a altura da moça, mas é pra lá de 1,80m. Ela insinuou que eu era um baixinho folgado só por ter puxado papo. Toma lá, sabichona! Fique sozinha então.
Particularmente eu prefiro gurias que estejam próximas da minha altura, digamos que de 1,55m até 1,70m esteja numa faixa boa. Concordo que qualquer coisa acima disso fique esteticamente estranho, mas como diria meu pai: “na horizontal tudo se encaixa”. Além do mais, e daí que a diferença de alturas seja estranha? As pessoas que estão olhando não estão pagando minhas contas. Consequentemente a opinião delas não importa nem um pouco.

domingo, 9 de outubro de 2011

Mulher, Mãe e Divorciada

Pensei em escrever sobre a dificuldade de encontrar alguém com o perfil “ideal”, mas acabei por mudar de ideia no meio do caminho e eis que disserto sobre as possíveis vantagens das mulheres, mães e divorciadas.
Note que a palavra ideal logo acima está entre aspas pelo motivo de ser apenas uma projeção mental do que seria socialmente aceitável como nora do ponto de vista da minha mãe, ou seja, algo como faixa etária entre 20 e 25 anos, solteira, sem filhos, estudante universitária ou formada. Confesso que essa projeção é bastante tentadora, mas quem disse que a vida é fácil?
Mulheres divorciadas já passaram pela experiência do matrimônio, da vida a dois e possivelmente pelo tédio da rotina. São maduras, estão vacinadas, por assim dizer, e não deixarão chegar ao nível que chegou anteriormente (espero). Elas tbm podem ser mães, o que implica responsabilidade, afinal a maternidade não é para qualquer uma. Por essas e outras é que tem vantagens sobre as adolescentes cabeças de latinha espalhadas por aí. Eu adoraria dar uma nora “ideal” pra minha mãe, mas o que fazer se é justamente o oposto que me atrai?
Querida mamãe, a vida é feita de caminhos e escolhas. Eu escolhi uma estrada que estava fechada para mim, mas ao retornar me deparei com outra. Eu sinto muito que vc não curta esta nova alternativa, mas se ela estiver aberta e me escolher é por ali que eu vou pq o que importa, no final das contas, é ser feliz.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Divagações 10

"Se eu não vejo a mulher que mais desejo
Nada que eu veja vale o que não vejo"

Poema de Augusto de Campos, adaptado do texto do trovador Bernart de Ventadorn.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cobiça

“Não cobiçarás a mulher do próximo”, principalmente quando o próximo estiver próximo. Claro, afinal não vou correr o risco de cabecear os punhos de alguém de graça, principalmente qdo este alguém é tão chegado meu. Mas não tenho como não pensar no assunto, baseado em informações que chegaram ao meu conhecimento pela boca do cidadão em questão.
Conheci essa moça outro dia, assim por acaso, e nem tive muito contato com ela. Pelo pouco que sei, é responsável, dedicada e inteligente. Como disse antes, não sei quase nada dela, mas gostaria de poder expor tudo o que sei acerca de suas qualidades. Só não posso faze-lo para não ficar tão óbvio de quem e para quem estou falando. Enfim, pouco tempo de namoro e a testa da moça já está bastante enfeitada, por assim dizer, e ela nem desconfia.
O que me deixa muito de cara com a situação é que, primeiro, ela não merecia estar passando por isso. Segundo, um cara legal como eu, que com certeza não a estaria sacaneando desta forma, estou aqui, solteiro.
Aprendi há muitos anos e da pior maneira que uma mulher não vale uma amizade. Alguém que eu considerava meu amigo deu o bote qdo menos esperava e pelas costas. Mulher de amigo meu, pra mim, é homem. Não que eu a queira para mim, muito pelo contrário (Não sei se a que eu quero não me quer ou não me quer agora, mas enfim). Só não é justo o cara te-la e tratá-la com todo esse pouco caso. Essa situação só me faz refletir até que ponto é certo ou errado cobiçar a mulher alheia.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sorvete

Quando nossa ex-secretária para assuntos gerais e aleatórios veio trabalhar na casa da minha mãe, a filha dela estava com uns 9 ou 10 anos. O tempo passou, a menina cresceu e virou uma bela mulher, inteligente, responsável e sabe o que quer da vida. Uma moça de família e para casar, não fosse o detalhe básico de que ela adora aloprar os outros. Há uns 3 anos ela veio para o meu lado com uma conversa boba de irmos tomar um suco e talz, que foi quando descobri que ela estava fazendo a mesma coisa com o meu primo. Inclusive, estava ficando com ele.
Dei um corridão nela, por assim dizer, e ficamos um bom tempo sem nos falarmos. Como nesse tempo todo eu ainda morava em Curitiba foi bastante fácil. Voltamos a nos falar, apenas como amigos, lá pela metade do ano passado e, qdo estava em Sampa, ela vinha me visitar pra colocarmos a fofoca em dia.
Certo de que havia mudado e pq tive abertura para isso, a convidei algumas vezes para sairmos no início do ano. A princípio ela até topava, mas sempre inventava uma desculpa qualquer na hora “H”. Toquei um “Foda-se” e bola pra frente, afinal a fila precisa andar.
Outro dia ela puxou papo no msn e conversamos um pouco sobre assuntos aleatórios quando veio com uma ideia louca de querer tomar sorvete. Já sabendo que ela curte zoar e tirar o time de campo quando a chapa esquenta, resolvi aloprar tbm:
- Vá à padaria.
- Não posso. Agora está fechada.
- Então vá ao mercado.
- Tbm está fechado. (O papo rolou por volta das 22h).
- Vc bem que poderia comprar pra mim, né? (Insinuando que eu fosse a um mercado 24h que tem aqui perto e depois até a casa dela)
Como ela adora dar pausas longas nos momentos cruciais da conversa, resolvi fazer o mesmo jogo: marquei 5min no relógio antes de responder:
- De fato, um sorvetinho agora cairia muito bem.
Já sabendo que ela demoraria a responder, enrolei um pouco e mandei a bomba:
- Mas agora não posso. Estou ocupado.
Ela desconversou, mudou de assunto e disse que iria dormir.
Descobri algo bastante interessante: esnobar quem te esnoba não tem preço!

terça-feira, 19 de abril de 2011

interesseiras.com

Tenho trabalhado na área de informática nos últimos 10 anos. Em dezembro passado encerrou-se uma jornada de 14 meses de chefe mala enchendo o saco por causa das coisas mais retardadas possíveis (uma delas foi querer que o nome da empresa aparecesse no topo das pesquisas do Google qdo alguém digitasse a palavra “informática” – e sem desembolsar um tostão sequer!), usuários estressados e notebooks avariados. Simplesmente cansei.
Apareceu a oportunidade, do nada, de trabalhar com meu avô no comércio. Tudo bem que não tenho o menor tino para vendas, mas até aí, o que importa? A coisa está fluindo. Ganho menos do que em meu último trabalho, é verdade, mas tenho minhas regalias: carga horária menor do que o habitual, não fico horas enfiado em transporte público lotado e com gente fedida logo cedo e ainda posso usar bermuda! Eu e meu avô fomos entregar uma encomenda numa papelaria ontem qdo entrou linda morena usando um vestidinho tomara-que-caia verde e branco florido, amiga da herdeira da lojinha, e que trabalha próximo dali, igualmente no comércio. As duas estavam no fundo da loja qdo a tal morena pergunta para a amiga e com um brilho no olhar algo sobre a minha pessoa. Impossível não reparar. Pelo olhar de descontentamento, a guria deve ter respondido algo como “Ah, é só o ajudante deste senhor”. Foi embora, passou batido e nem olhou pra trás.
Não fumo, aprecio boas cervejas sem exagero e meus amigos mais chegados sabem o quão felizarda será a guria que me der bola. Essa uma que virou a cara não sabe dessas e de tantas outras qualidades, não sabe do diploma anterior e nem sobre a luta diária para a conquista do diploma universitário. Não que um diploma sirva para definir o caráter de alguém, muito pelo contrário, mas pelo menos serve para diferenciar um pouco dos tipos que costumam corteja-la (dada a localização da tal loja). Pois é, ela não sabe e nem ficará sabendo. Quem perdeu foi ela por ter visto apenas o “cara da entrega”. Pode ser a mulher mais linda do mundo que, fútil a esse ponto, eu passo reto e ainda digo para o cidadão que por ventura vier a dar uns “pegas” nela: “Boa sorte, meu caro. Vc vai precisar!”

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Túnel do Tempo

No auge dos meus 19 aninhos, qdo ainda estava meio perdido na vida com relação a qual carreira seguir, fazia cursinho pré-vestibular numa tradicional instituição aqui em Sampa e conhecida pelo exagerado número de alunos japoneses. Enfim, apenas o “fazia” para manter a mente ocupada, para o meu pai não pegar no meu pé e para dizer que estava fazendo algo da vida. A parte do pai pegar no meu pé foi pq não estava muito afim de trabalhar – o trampo anterior rendeu um bom pé de meia e um monte de estresse, por isso resolvi dar um tempo para mim mesmo. Continuando, o começo do curso foi meio chato pq, como sou tímido (naquela época eu era muito mais), não conhecia ninguém. Acabei me enturmando depois das “férias” no meio do ano e a partir daí foi diversão pura.
Não costumo citar nomes e este caso será uma exceção. Conheci a Juliana naquele ano e me empolguei muito com a guria. Quero dizer, me empolguei no sentido de amizade. Ela era super certinha e trabalhava de social e acho que isso me intimidou um pouco (muito!) a chegar junto para “algo mais”, tanto é que no final das contas acabei ficando com uma “amiga” em comum por uma única vez. Se arrependimento matasse, eu estaria duro e esturricado agora. A tal amiga beijava muito mal, tinha um gosto estranho na boca e nem era tão bonita qto a Ju. Acho que fiquei com a guria pq ela vinha com uns decotes convidativos e pq a Ju, que era quem eu queria, não me dava muita bola (pelo menos não tão descaradamente). Só depois da cagada é que fui me tocar que talvez a Ju estivesse afim pq mudou completamente seu comportamento qdo estava perto de mim. Burro!
Uns 2 anos depois fiquei sabendo que ela estava se formando em Engenharia Elétrica, o que tinha tudo a ver com ela, pois era formada em Téc. Eletrotécnica. O tempo passou, resolvi a carreira que queria seguir (Pasmem: era Medicina!), o mundo deu voltas e fui morar em Curitiba. Seis anos se passaram até que finalmente resolvi voltar para Sampa por diversos motivos que não vem ao caso agora. Transferi para a mesma facu onde a Ju estudou e nem lembrava mais disso. Tudo veio à tona qdo comecei a freqüentar as aulas e, bem lá no fundo, tenho a sensação de que ela está por perto e podemos nos cruzar pelos corredores a qualquer momento (mesmo sabendo que já se formou faz tempo).

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vaguidão Específica

"As mulheres têm uma maneira de falar que eu chamo de vago-específica."
Richard Gehman


- Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte.
- Junto com as outras?
- Não ponha junto com as outras, não. Senão pode vir alguém e querer fazer coisa com elas. Ponha no lugar do outro dia.
- Sim senhora. Olha, o homem está aí.
- Aquele de quando choveu?
- Não, o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo.
- Que é que você disse a ele?
- Eu disse pra ele continuar.
- Ele já começou?
- Acho que já. Eu disse que podia principiar por onde quisesse.
- É bom?
- Mais ou menos. O outro parece mais capaz.
- Você trouxe tudo pra cima?
- Não senhora, só trouxe as coisas. O resto não trouxe porque a senhora recomendou para deixar até a véspera.
- Mas traga, traga. Na ocasião nós descemos tudo de novo. É melhor, senão atravanca a entrada e ele reclama como na outra noite.
- Está bem, vou ver como.
A Vaguidão Específica, por Millôr Fernandes