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terça-feira, 19 de abril de 2011

interesseiras.com

Tenho trabalhado na área de informática nos últimos 10 anos. Em dezembro passado encerrou-se uma jornada de 14 meses de chefe mala enchendo o saco por causa das coisas mais retardadas possíveis (uma delas foi querer que o nome da empresa aparecesse no topo das pesquisas do Google qdo alguém digitasse a palavra “informática” – e sem desembolsar um tostão sequer!), usuários estressados e notebooks avariados. Simplesmente cansei.
Apareceu a oportunidade, do nada, de trabalhar com meu avô no comércio. Tudo bem que não tenho o menor tino para vendas, mas até aí, o que importa? A coisa está fluindo. Ganho menos do que em meu último trabalho, é verdade, mas tenho minhas regalias: carga horária menor do que o habitual, não fico horas enfiado em transporte público lotado e com gente fedida logo cedo e ainda posso usar bermuda! Eu e meu avô fomos entregar uma encomenda numa papelaria ontem qdo entrou linda morena usando um vestidinho tomara-que-caia verde e branco florido, amiga da herdeira da lojinha, e que trabalha próximo dali, igualmente no comércio. As duas estavam no fundo da loja qdo a tal morena pergunta para a amiga e com um brilho no olhar algo sobre a minha pessoa. Impossível não reparar. Pelo olhar de descontentamento, a guria deve ter respondido algo como “Ah, é só o ajudante deste senhor”. Foi embora, passou batido e nem olhou pra trás.
Não fumo, aprecio boas cervejas sem exagero e meus amigos mais chegados sabem o quão felizarda será a guria que me der bola. Essa uma que virou a cara não sabe dessas e de tantas outras qualidades, não sabe do diploma anterior e nem sobre a luta diária para a conquista do diploma universitário. Não que um diploma sirva para definir o caráter de alguém, muito pelo contrário, mas pelo menos serve para diferenciar um pouco dos tipos que costumam corteja-la (dada a localização da tal loja). Pois é, ela não sabe e nem ficará sabendo. Quem perdeu foi ela por ter visto apenas o “cara da entrega”. Pode ser a mulher mais linda do mundo que, fútil a esse ponto, eu passo reto e ainda digo para o cidadão que por ventura vier a dar uns “pegas” nela: “Boa sorte, meu caro. Vc vai precisar!”

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Frustração 3

A gente tenta, tenta, tenta, mas nunca está bom.
Simplesmente não atinge as expectativas.
Quem sabe se eu decorar o
que Barthes escreveu (e, até onde eu sei, sequer fotografava) ou se trouxer Bresson dos mortos para (tentar) me ensinar alguma coisa, talvez a coisa fumegue.
A Fotografia, antes uma paixão, está se transformando em Frustração.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Frustração 2

“Proud to be a geek” foi o que li num selo de blog ontem, o que me animou um pouco enquanto escrevia isso ao lembrar do tal selo, precisamente às 0:06h desta quarta-feira. Agora isso não faz muito sentido, mas retomarei o assunto antes do final deste post.

O dia de ontem (12/01) deveria ser de “festa” por ter sido aniver do PI, mas confesso que foi meio frustrante e começou cedo. Basicamente passou despercebido para meus fiéis leitores e foi só mais uma data qualquer de posts inúteis. Bom, acontece.

Outra coisa que me deixou extremamente “de cara” foi ter recebido uma ligação às 23:35h para me encher o saco, pura e simplesmente. Já mencionei aqui e aqui o que aconteceu no inesquecível dia das mães de 2009. Pois bem, a pentelhação foi tanta que, mesmo estando ligeiramente “liso”, comprei a tal da máquina agora no natal. Como não vi a dita cuja (A.K.A. “dona da máquina”) essa semana, entrei no msn na segunda e disse que entregaria a bagaça qdo chegasse do trampo naquele mesmo dia. Acontece que cheguei em casa completamente estragado de cansaço. Até aí, tudo bem. Na terça eu até levaria a câmera na casa da distinta, mas o carro não estava na garagem qdo cheguei lá (o que leva a crer que não estava em casa).
Voltando para as 23:35h desta terça, a tal ligação foi só pra me lembrar que qdo emprestei a máquina, ela foi entregue de imediato e que agora eu estou enrolando para devolver. Caralho! Eu já não comprei essa merda? É só a “dona” sossegar o cu em casa para eu poder entregar. PQP. Até parece que o uso dela é caso de vida ou morte numa madrugada no meio da semana. Ah, é. Esqueci. O povo lá só levanta por volta das 11h da manhã...

Voltando para o lance de ser geek, meu dia só não foi um completo fiasco pq formatei meu pc (ele está novo de novo e funcionando às mil maravilhas). Isso me animou um bocado. Putz, que papo de nerd!
Nerd, não! Geek! E com orgulho.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Frustração

Mais um plágio, pra variar. De qualquer forma, é incrível como certas coisas se moldam perfeitamente aos nossos pensamentos em determinados momentos. Agradecimentos ao colega Wilton por ter enviado tão fantástico poema em hora mais do que oportuna. Por Dorothy Parker.

FRUSTRATION

If I had a shiny gun,
I could have a world of fun
Speeding bullets through the brains
Of the folk who give me pains;

Or had I some poison gas,
I could make the moments pass
Bumping off a number of
People whom I do not love.

But I have no lethal weapon —
Thus does Fate our pleasure step on!
So they still are quick and well
Who should be, by rights, in hell.

FRUSTRAÇÃO

Se eu tivesse uma arma neste momento,
Teria um mundo de divertimento
Espalhando balas nos cérebros, sem pudor
Dos caras que me causaram dor.

Ou tivesse eu algum gás venenoso,
Teria um passa-tempo gostoso
Acabando com um número indigesto
De pessoas que detesto.

Mas não tenho nenhuma arma mortal —
Assim, a Fatalidade não me dá prazer tal!
Então eles ainda estão lépidos e fagueiros
Aqueles que mereceriam o inferno por inteiro.