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domingo, 9 de outubro de 2011

Mulher, Mãe e Divorciada

Pensei em escrever sobre a dificuldade de encontrar alguém com o perfil “ideal”, mas acabei por mudar de ideia no meio do caminho e eis que disserto sobre as possíveis vantagens das mulheres, mães e divorciadas.
Note que a palavra ideal logo acima está entre aspas pelo motivo de ser apenas uma projeção mental do que seria socialmente aceitável como nora do ponto de vista da minha mãe, ou seja, algo como faixa etária entre 20 e 25 anos, solteira, sem filhos, estudante universitária ou formada. Confesso que essa projeção é bastante tentadora, mas quem disse que a vida é fácil?
Mulheres divorciadas já passaram pela experiência do matrimônio, da vida a dois e possivelmente pelo tédio da rotina. São maduras, estão vacinadas, por assim dizer, e não deixarão chegar ao nível que chegou anteriormente (espero). Elas tbm podem ser mães, o que implica responsabilidade, afinal a maternidade não é para qualquer uma. Por essas e outras é que tem vantagens sobre as adolescentes cabeças de latinha espalhadas por aí. Eu adoraria dar uma nora “ideal” pra minha mãe, mas o que fazer se é justamente o oposto que me atrai?
Querida mamãe, a vida é feita de caminhos e escolhas. Eu escolhi uma estrada que estava fechada para mim, mas ao retornar me deparei com outra. Eu sinto muito que vc não curta esta nova alternativa, mas se ela estiver aberta e me escolher é por ali que eu vou pq o que importa, no final das contas, é ser feliz.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

White Power???

Pensei em rodear sobre o absurdo que é pregar discriminação via internet, ainda mais contra uma bela morena que ganhou o concurso de Miss Itália no Mundo essa semana, mas resolvi ir direto ao ponto. Não vou me manifestar quanto a essa prática ao redor do mundo pq o que ocorre fora da Terra Brasilis não é problema meu. No entanto, fiquei espantado com as tais mensagens ofensivas à moça, principalmente em Língua Portuguesa. Explico. Esse tipo de ideologia aqui no Brasil simplesmente não se sustenta por duas questões bem simples. 1) Os únicos que podem ser chamados de brasileiros verdadeiros são os índios, e pelo que consta não são brancos. 2) O povo brasileiro é tão miscigenado que não há como isolar uma única raça (se é que pode ser chamada assim).
Pode até haver meia dúzia de gatos pingados branquelos e de olhos azuis por mera ironia do destino (uma vez que o alelo do gene destas características são de caráter recessivo), mas se analisarmos a fundo sua árvore genealógica em algum momento encontraremos um pardo, mulato ou até mesmo um negro em seus ascendentes. Não preciso ir muito longe para citar um exemplo. Conheço uma senhora muito gente boa no Paraná que agora está de cabelos brancos por ser idosa, mas em sua juventude ela era loira, de olhos azuis e descendente de alemães. Com orgulho ela se lembra de que o avô de sua mãe era negro e, por isso, herdou os cabelos ligeiramente crespos. Além do mais, o xarope que inventou esse lance de superioridade da raça branca morreu faz tempo e já foi tarde. Talvez tenha sofrido algum tipo bulling sexual na escola, mas isso é assunto pra outro post.
Divulgar mensagens ofensivas pela net é fácil pq o sujeito garante anonimato. Eu diria que é uma atitude covarde não somente pela impunidade, mas por agredirem a memória de seus antepassados. Antes de rasparem as cabeças e saírem espancando minorias por aí, será que eles se perguntaram a origem de seus cabelos cacheados ou ondulados, fisionomia arredondada de seus narizes, entre outras características? Claro que não.
Está bem claro na Constituição de 1988 o direito à liberdade de expressão, sendo vedado o anonimato. Traduzindo para a massa racista e ignorante: “Quer falar merda? Fale, mas fale na cara e assine embaixo, porra!”.
[Racista da Ku Klux Klan (KKK) é socorrido por médicos negros]
O mundo é redondo, brother. O cara que vc esculaxa hoje pode te salvar a pele amanhã, sendo que tudo o que ele precisaria fazer seria sentar e olha-lo sangrar até morrer. “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada” – Edmund Burke.