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domingo, 9 de outubro de 2011

Mulher, Mãe e Divorciada

Pensei em escrever sobre a dificuldade de encontrar alguém com o perfil “ideal”, mas acabei por mudar de ideia no meio do caminho e eis que disserto sobre as possíveis vantagens das mulheres, mães e divorciadas.
Note que a palavra ideal logo acima está entre aspas pelo motivo de ser apenas uma projeção mental do que seria socialmente aceitável como nora do ponto de vista da minha mãe, ou seja, algo como faixa etária entre 20 e 25 anos, solteira, sem filhos, estudante universitária ou formada. Confesso que essa projeção é bastante tentadora, mas quem disse que a vida é fácil?
Mulheres divorciadas já passaram pela experiência do matrimônio, da vida a dois e possivelmente pelo tédio da rotina. São maduras, estão vacinadas, por assim dizer, e não deixarão chegar ao nível que chegou anteriormente (espero). Elas tbm podem ser mães, o que implica responsabilidade, afinal a maternidade não é para qualquer uma. Por essas e outras é que tem vantagens sobre as adolescentes cabeças de latinha espalhadas por aí. Eu adoraria dar uma nora “ideal” pra minha mãe, mas o que fazer se é justamente o oposto que me atrai?
Querida mamãe, a vida é feita de caminhos e escolhas. Eu escolhi uma estrada que estava fechada para mim, mas ao retornar me deparei com outra. Eu sinto muito que vc não curta esta nova alternativa, mas se ela estiver aberta e me escolher é por ali que eu vou pq o que importa, no final das contas, é ser feliz.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Divagações 10

"Se eu não vejo a mulher que mais desejo
Nada que eu veja vale o que não vejo"

Poema de Augusto de Campos, adaptado do texto do trovador Bernart de Ventadorn.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Túnel do Tempo

No auge dos meus 19 aninhos, qdo ainda estava meio perdido na vida com relação a qual carreira seguir, fazia cursinho pré-vestibular numa tradicional instituição aqui em Sampa e conhecida pelo exagerado número de alunos japoneses. Enfim, apenas o “fazia” para manter a mente ocupada, para o meu pai não pegar no meu pé e para dizer que estava fazendo algo da vida. A parte do pai pegar no meu pé foi pq não estava muito afim de trabalhar – o trampo anterior rendeu um bom pé de meia e um monte de estresse, por isso resolvi dar um tempo para mim mesmo. Continuando, o começo do curso foi meio chato pq, como sou tímido (naquela época eu era muito mais), não conhecia ninguém. Acabei me enturmando depois das “férias” no meio do ano e a partir daí foi diversão pura.
Não costumo citar nomes e este caso será uma exceção. Conheci a Juliana naquele ano e me empolguei muito com a guria. Quero dizer, me empolguei no sentido de amizade. Ela era super certinha e trabalhava de social e acho que isso me intimidou um pouco (muito!) a chegar junto para “algo mais”, tanto é que no final das contas acabei ficando com uma “amiga” em comum por uma única vez. Se arrependimento matasse, eu estaria duro e esturricado agora. A tal amiga beijava muito mal, tinha um gosto estranho na boca e nem era tão bonita qto a Ju. Acho que fiquei com a guria pq ela vinha com uns decotes convidativos e pq a Ju, que era quem eu queria, não me dava muita bola (pelo menos não tão descaradamente). Só depois da cagada é que fui me tocar que talvez a Ju estivesse afim pq mudou completamente seu comportamento qdo estava perto de mim. Burro!
Uns 2 anos depois fiquei sabendo que ela estava se formando em Engenharia Elétrica, o que tinha tudo a ver com ela, pois era formada em Téc. Eletrotécnica. O tempo passou, resolvi a carreira que queria seguir (Pasmem: era Medicina!), o mundo deu voltas e fui morar em Curitiba. Seis anos se passaram até que finalmente resolvi voltar para Sampa por diversos motivos que não vem ao caso agora. Transferi para a mesma facu onde a Ju estudou e nem lembrava mais disso. Tudo veio à tona qdo comecei a freqüentar as aulas e, bem lá no fundo, tenho a sensação de que ela está por perto e podemos nos cruzar pelos corredores a qualquer momento (mesmo sabendo que já se formou faz tempo).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ginógrafo

Quando a inspiração bate não há como segurar.
Estou com uma vontade louca de escrever, mas não qualquer coisa e não em qualquer lugar.
Pode ser com caneta tinteiro, pincel atômico, ou simplesmente uma esferográfica.
Preciso colocar pra fora esse turbilhão de idéias que me afligem, anseiam, confundem, e manifestá-las por todo o seu corpo.
Tudo o que eu queria/quero agora é escrever nessa pele da cor do pecado, com cheiro de primavera. Quero sorver-lhe o leite e beber da água com que lavou sua blusa.