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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Herois da FEB

Já faz algum tempo que tenho intenção de homenagear os Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira – FEB – pelos atos heróicos e de extrema bravura em terras italianas e não poderia faze-lo apenas através de palavras.
Por conta do aniversário de 67 anos da tomada de Monte Castelo no último dia 21 de fevereiro, resolvi postar esta série de reportagens (já postada anteriormente no Sala de Guerra, blog do colega Júlio Antunes) produzidas no ano passado pela RPC TV, afiliada paranaense da Rede Globo.








quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Facebook e o Holocausto

Algum tempo atrás alguém postou, no Twitter, o link de uma matéria sobre um piá ter processado o Facebook por armazenar dados não autorizados sobre ele, como fotos, o que curtiu ou não, entre outras coisas. Como ganhou a causa, o piá tbm exigiu um relatório detalhado sobre todas as informações que o FB possuía dele, no que recebeu um calhamaço de 1200 páginas.
Logo que o regime nazista assumiu o poder no início dos anos 1930, começaram a fazer um recenseamento com perguntas aparentemente simples sobre o modo de vida da população. Muito se questiona sobre a eficácia com que os nazistas encontraram e deportaram os judeus durante a 2ª Guerra Mundial e a resposta é simples: foi dessa forma aparentemente inocente que os identificaram. Em nome do lucro, os americanos forneceram a tecnologia necessária à catalogação (máquinas leitoras de cartão perfurado - precursora da informática moderna) que permitiu tamanha precisão. Confira este link para mais detalhes.
Resolvi, de brincadeira, criar um perfil fake no FB só pra bisbilhotar (e pra parar de usar a conta da minha mãe para estes fins). Pelo e-mail que usei para me logar, uma tal de Elisabete já havia mandado convite de amizade, o qual neguei por não conhece-la. E mesmo que conhecesse não aceitaria o convite pq não quero ter perfil ativo. Para minha surpresa, mesmo depois de ter negado o convite, o FB ainda perguntou se eu a conhecia fora do mundo virtual. O que interessa para um site como este saber se eu conheço a pessoa no mundo real? Boa coisa não é.
Voltando para a época atual, sabe aquelas perguntas bobas que a gente responde sem nem pensar direito? Pois é, convém pensar um pouco melhor antes de responder ao censo e àquelas perguntas idiotas do questionário sócio-econômico do ENEM ou dos Vestibulares uma vez que não sabemos quem tem acesso a estes dados e muito menos quais os reais interesses. No final das contas minha aversão às redes sociais tem algum fundamento que vai além do meu senso antisocial. Uma coisa é certa: nada é por acaso e qualquer semelhança com recenseamentos anteriores não é mera coincidência. Fiquem ligados!

sábado, 2 de julho de 2011

Hibakusha


Não lembro exatamente quando começou, mas já faz muito tempo que me interesso pela Segunda Guerra Mundial, aspectos políticos, histórias pessoais, feitos heróicos de bravura e coragem e aparatos militares. As guerras de hoje não tem mais o brilho de antigamente. Cheguei ao ponto de pensar: “Putz, como eu gostaria de ter lutado lá”. Não no exército americano, melhor equipado, mas sim ao lado dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e junto de figuras notáveis como o Sargento Max Wolff Filho.
Era isso o que eu pensava até conhecer pessoalmente o senhor Takashi Morita, 87 anos, um sobrevivente da bomba atômica de Hiroshima (em japonês, hibakusha). O senhor Morita contou em primeira mão a experiência de estar próximo ao hipocentro (local da detonação da bomba) de uma explosão desta magnitude. “Foi o inferno”, diz, “algo como um esbarrão do sol”. Ele estava a 1300m do hipocentro e foi arremessado a mais de 10m de distância. Muito ferido e ainda atordoado, o primeiro pensamento que lhe ocorreu foi ajudar aos outros. Sessenta e seis anos depois, o Sr. Morita viaja o mundo alertando as pessoas sobre os perigos da energia atômica, é militante ferrenho da paz e diz não guardar rancor dos americanos. “O sentimento de vingança só gera mais violência”, conclui.

Mais detalhes sobre o relato do sr. Morita podem ser lidos aqui e aqui.

Estando em Curitiba, visite o Museu do Expedicionário, situado à Praça do Expedicionário, esquina com a Rua Ubaldino do Amaral no bairro Alto da Glória.



[Foto de Jéssica Marques @jessicamlr ]