quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vestibular

Tive um professor de matemáGica (sim, matemágica, pois só pessoas muito nerds e anormais entendem profundamente a conspiratória saga numérica) no cursinho que era muito louco. Para descontrair um pouco durante as aulas, ele contava micos cometidos na infância e intitulava as histórias como “As Aventuras do Gordinho Suado”. Entre uma peripécia e outra do tal gordinho, a que mais marcou foi a máxima de que toda vestibulanda no final do ano é igualzinha à ursa da Coca-Cola, ou seja, gorda, branca e peluda.

P.S.: E por falar na peruca pubiana alheia, uma amiga, que por coincidência é vestibulanda e não sabia sobre o que eu estava escrevendo, me mandou este link pouco depois de eu terminar o rascunho do post. Eu ri.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lixão 2

Já contei aqui sobre o Ferro Velho que abriu perto de casa e sobre os inconvenientes com mosquitos. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Central de Atendimento 156, em resposta final ao meu protocolo aberto no dia 23 de outubro (Mais de um mês pra atender um caso de Saúde Pública!!!), informou (contém erros de Português): "Em reinspeção no dia 29 de Novembro de 2010, os agentes da SAU encontraram a seguinte situação. Um Ferro Velho, com espaço físico que já havia sofrido inspeção há + ou - 15 dias atrás. Outrossim, pelo fato de ser um local de possível risco para o surgimento do mosquito, foi enquadrado dentro do programa de Ministério da Saúde, como ponto estratégico sofrendo inspeções quinzenais preventivas, durante o ano todo. Outrossim, são repassadas incansavelmente todas as ações de medidas preventivas permanente ao proprietário, bem como os riscos da doença e a assinatura de um protocolo conjunto de responsabilidade definido como plano de gerenciamento".
Se houve inspeção há 15 dias e reinspeção na última segunda-feira (29/11), pq é que o lixo e os pneus descobertos continuam lá jogados? Pq o proprietário não se dignou a recolhe-los ou cobri-los, já que está mais do que ciente dos riscos à saúde? Isso é só conversa pra boi dormir. O proprietário relapso só tomará ação quando começar a doer no bolso dele. Os agentes que estiveram no local, se é que estiveram, não tomaram as medidas cabíveis. Ou será que a facilidade do arrego falou mais alto? Até pensei em finalizar o post novamente com a questão de não saber se é pouco caso, falta de pessoal, má vontade ou atentar para uma possível incompetência do Prefeito. De repente nem ele e nem o secretário de saúde estejam a par da situação. Nesse caso o buraco é mais embaixo. Alguém deve estar “molhando” a mão de outro alguém, que por sua vez mexe uns pauzinhos pra não rolar autuação, multa e afins e continua tudo na mesma.
Quem vc acha que financia essa merda toda?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pastel 2

Em uma outra ocasião meu pai havia saído com a namorada dele (meus pais já eram separados) e eu ficado sozinho em casa, pra variar. Novamente bateu aquela vontade de comer pastel. Fiz os pastéis, todos bonitinhos, alguns de carne e outros de queijo. Dessa vez cabiam na frigideira! Progresso!
O fogão ficava na lavanderia, que era pra não engordurar a cozinha. Para não se molharem, os meus cachorros ficavam presos na lavanderia qdo estava chovendo muito. Tudo certo, os pastéis sobre a pia da cozinha, o óleo esquentando sobre o fogão, os cães no canto deles, aquele temporal lá fora e eu sem paciência. Resolvi assistir um pouco de tv enquanto o óleo esquentava.
Só lembrei que o raio do fogo estava aceso meia hora depois. Fui correndo pra cozinha e, qdo cheguei lá, a 1ª coisa que pensei foi "ué, eu havia deixado a luz da lavanderia acesa". Qdo cheguei à porta foi que vi o estrago: uma labareda sobre a panela com uns 40cm de altura. De fato, a luz da lavanderia estava acesa, mas estava escondida atrás de pelo menos 1m de fumaça escura que se amontoava no teto. Enquanto isso, os cães com o cu na mão se espremiam sob o armário. Cheguei de longe, apaguei o fogo, peguei a panela com uma daquelas luvas térmicas pela pontinha do cabo e a coloquei no quintal no meio da chuva. Abri a janela pra sair a fumaça e liguei um ventilador pra ajudar. Os coitados dos cães ficaram enfiados debaixo do armário por mais um tempo até criarem coragem pra sair de lá.
Resultado: pedi uma pizza, assisti um filme e fui dormir.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Rio 40ºC

Vou me abster de comentar os acontecimentos recentes no Rio de Janeiro pq pessoas melhor qualificadas para tratar da questão da violência já se pronunciaram a respeito ou simplesmente se abstiveram por questões mais do que plausíveis e justificáveis. No entanto, a velha expressão popular de que “a arte imita a vida, que por sua vez imita a arte” me fez refletir sobre uma declaração do Capitão Nascimento: “Quando o arrego é magro, amigo, o amor acaba!”

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ônibus 174

Na ocasião do “sequestro” ao ônibus 174, a televisão, como veículo de comunicação de massa, provou, mais uma vez, a que veio. Ela não estava lá exatamente para informar. Em parte até estava, mas o real propósito era disputar audiência naquela que foi chamada “a guerra da representação”. Vence quem mostrar a violência como ela é, da maneira mais nua e crua possível (de acordo com as possibilidades do horário de exibição), mas no geral todos nós perdemos. O episódio foi tratado como informativo, mas o que a TV exercia na verdade era seu papel de entretenimento de massa ao caricaturar o indivíduo Sandro como um monstro que deveria ser eliminado a qualquer custo (e aguardando ansiosamente pelo fato), ao mesmo tempo em que se eximia da responsabilidade pelo evento ter alcançado aquele ponto. Naquela ocasião estava em moda, digamos assim, mostrar a outra realidade do Rio de Janeiro, das favelas, da disparidade social associada à geografia urbana, do estereótipo “negro pobre é ladrão”, e o ato fantástico do menino Sandro ganhou destaque imediato nas telinhas do país inteiro, com repercussão ao resto do mundo.
Não digo “fantástico” pelo ato em si (afinal os próprios colegas do crime organizado o condenaram por ter agido pelo lado mais fraco ao barbarizar pessoas humildes como ele, passageiros de ônibus, e por ter atirado em uma das reféns quando notou a ação iminente da polícia), mas sim pelo desfecho trágico quando ele sequer tinha intenção de tomar ação dentro daquele ônibus, e por esse motivo a palavra sequestro está entre aspas no início deste texto.
Indiretamente a TV atribuiu a ele o papel de algoz sem se dar ao trabalho de pensar o que ou quais razões o levaram àquele ato desesperado e basicamente o julgou e sentenciou no desenrolar da “trama” sem qualquer chance de defesa, afinal era óbvio o que aconteceria a ele (como aconteceu) quando as câmeras se afastassem.
Ao assistir ao documentário “Ônibus 174”, parte de mim defende o Sandro hoje, como indivíduo, por ter tido uma ideia de quão difícil foi sua vida, mas se estivesse envolvido de alguma forma com o ocorrido ou se minha única fonte de informação fosse a deturpação televisiva (e espero imensamente que os outros veículos a afoguem o quanto antes), com certeza diria que o desfecho, ao chegar morto à delegacia, foi mais do que merecido.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pale Ale

Que tal uma hoje?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Lixão

A vida andava numa boa até alguns meses atrás, qdo abriu um ferro velho na esquina da rua de casa, coisa de uns 50 metros pra baixo. Até aí, tudo bem. Afinal, todos têm direito a desenvolver alguma atividade econômica para seu sustento. Desde, é claro, que não atrapalhe o bom andamento da vizinhança como um todo.
Não estou bem certo se é só um ferro velho ou se é um desmanche de carros roubados, mas enfim, o tal vizinho, desleixado como ninguém, deixa lixo reciclável espalhado pelo pátio, como garrafas PET, latas de cerveja vazias, além de pneus velhos e outros objetos que acumulam água. O que ele consome ou não e o que faz dentro da propriedade dele pouco me importa. O problema é que aumentou consideravelmente a quantidade de mosquitos na minha residência e as tranquilas noites de sono com as janelas abertas e as cortinas esvoaçantes ao vento não existem mais. Bom, às vezes elas até ocorrem, mas só depois de fechar tudo e entupir o quarto com veneno. Aí até eu me “afogo” naquela névoa inebriante.
Com a chegada das chuvas e da primavera, o problema é agravado pela possibilidade de proliferação do mosquito da dengue.
Abri uma solicitação na Central 156 da Prefeitura de Curitiba no dia 23 de outubro e tenho ligado para me informar da situação pelo menos uma vez por semana, mas até agora não deu em nada. Ou será que o Prefeito está esperando a população começar a adoecer para tomar as devidas providências? Não sei se é pouco caso, falta de pessoal ou se é só má vontade mesmo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pastel

Comecei minhas aventuras culinárias cedo, aos 12 anos. Estudava de manhã e tinha a tarde livre para brincar ou fazer o que quer que fosse e, às vezes, a rotina enchia o saco. Chegava à casa pouco depois do meio dia e ficava sozinho até por volta das 13:30h, que era qdo mãe chegava do trampo. Aproveitava esse meio tempo para fuçar na geladeira e nos armários para ver o que havia disponível e depois ia fuçar nos livros de receitas da mãe.
Minha prima, que morava do outro lado da rua, era minha companheira de aventuras, igual ao Toddynho. Muita calma nessa hora! Não estou fazendo propaganda do achocolatado. Estou apenas comparando o slogan da marca com o que minha prima e eu éramos naquela época. Tudo bem que hj a gente nem se fala, mas isso não vem ao caso agora. Era legal ter a companhia da prima pq ela fazia a parte chata das receitas, abrir ou mexer a massa e untar a forma. De qualquer forma ela tbm saía ganhando pq podia simplesmente ir embora depois de encher a pança e largar a zona para eu arrumar. Fazíamos principalmente tortas e pizzas, com as respectivas massas feitas na hora. Não tinha esse negócio de massa pronta, colocar recheio e socar no forno. Não, não. Comigo o negócio era pra valer. Minha mãe costumava dizer que qdo eu ia pra cozinha a zona era tanta que encontrava farinha até no teto. Exagero da parte dela. Eu nem fazia tanta bagunça assim.
Qdo resolvia “aprontar” à noite, as peripécias eram mais light.
Regra básica pra fritar pastel é o óleo estar bem quente e ele caber dentro da frigideira. Ou então preferencialmente num tacho. Houve uma ocasião em que meus pais saíram (não lembro onde eles foram - naquela época eles ainda eram casados) e eu fiquei sozinho em casa. De repente bateu aquela vontade louca de comer pastel. Abri a geladeira e lá estava ela, a massa fresquinha implorando para ser frita. O melhor de tudo é que tbm tinha recheio. Se fosse só massa e vento não daria muito certo. He he he... Inventei de fazer um pastel igual ao de feira, ou seja, bem grande. Só me dei conta de que o treco não cabia na frigideira qdo fui fritar. Coloquei-o lá dentro e as beiradas ficaram pra fora. Resumindo, tive que frita-lo por etapas e não ficou tão bom. Toma, sabichão!!! E o besta aqui, ao invés de segurar a escumadeira longe, não! Fiquei segurando-a com a outra ponta dentro do óleo, até que espirrou um pouco na minha mão. Ao invés de largar a escumadeira lá e puxar a mão em direção ao corpo, eu simplesmente a continuei segurando e ergui a mão em direção ao rosto. O resultado foi que ganhei uma pequena cicatriz no meio da testa por causa do óleo fumegante. Tonto!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

À Deriva

A primavera, outrora colorida e ensolarada, o cinza assedia.
Papai-do-céu lá em cima e o tom dourado e ligeiramente turvo das Ales aqui embaixo são o combustível que me move para seguir em frente, certo de que dias melhores virão.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Papo Nerd 4

Sabe qdo bate aquela dúvida, acompanhada de embrulho estomacal (quase em ponto de chamar o “Hugo”), e a única coisa que vc (ou ela, no caso) pensa é em entrar na primeira farmácia que encontra pra comprar um daqueles testes de gravidez?
Pois é, qdo o treco dá positivo não tem choro e nem vela. O passo seguinte é ir ao médico fazer exame de sangue apenas para confirmar o óbvio: bebê à vista.
Passado o pânico inicial e a questão filosófica do “não estou preparado(a) para ser pai/mãe”, o bastãozinho mudou de cor por um único motivo: ele reagiu a um hormônio presente no sangue da mulher (expelido junto com a urina) somente quando ela se encontra em estado de gestação, a Gonadotrofina Coriônica (ou Beta-hCG).
Até pensei em colocar o gráfico da situação hormonal da mulher durante o período de ovulação e gestação, mas aí seria muito empenho para conseguir a informação. Primeiro pq eu joguei fora os cadernos da época nerd em que estava prestando vestiba para Medicina e teria que pesquisar na net [Preguiça]. E segundo pq seria informação irrelevante para mim nesta etapa da vida. E se vc não souber a resposta àquela questão levantada no início do post, tudo bem. Eu tbm não sei.