quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Valhalla

Por Carlos Ruas em "Um Sábado Qualquer"

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Stop Motion

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Remember, remember

"Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
Não sei de uma razão para a
traição da pólvora
Ser algum dia esquecida "

Guy Fawkes queria explodir o Parlamento inglês num 5 de novembro. Mais precisamente no 5 de novembro de 1605, único dia daquele ano em que o rei estaria presente. Infelizmente o plano todo deu errado graças a um cagueta (eles estão em toda parte e pode estar aí ao seu lado enquanto lê isso aqui).
De qualquer forma, me faz pensar no sonho utópico de ver Brasília inteira voando pelos ares. Não a Brasília cidade, com seus moradores e trabalhadores honestos, mas Brasília como símbolo da roubalheira e da vergonha que eu sinto ao olhar para aqueles sorrisos falsos, cínicos e sarcásticos dos políticos corruptos, que só pensam no próprio bolso e que acenam com uma mão enquanto roubam com a outra por debaixo dos panos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quadrado?

Um dia desses, ao ir para o trampo de busão (pra variar igual sardinha enlatada), olhei para o lado e notei que uma guria escrevia uma mensagem, provavelmente para seu “peguete” uma vez que não usava aliança. A mensagem dizia assim: “Boom dia gato, como vai a força? Trouxe uma lembrancinha pra vc da ilha” [sic]. A ilha a que ela se refere muito provavelmente é a Ilha do Mel. Mas enfim, o motivo deste post não é a tal lembrancinha e muito menos de onde veio, mas sim a forma como ela se expressou.
A que “força” ela se refere? Por acaso o cara é Jedi? Será que ela espera uma resposta do tipo “A Força está comigo e agora fui para o lado Negro”?
Pow, se uma guria me desse bom dia desse jeito e perguntasse da força eu não pensaria nem meia vez em responder “A Força está comigo, jovem Padawan. E vc ainda não é uma Jedi”. Não é muito mais fácil, gostoso e plausível mandar uma mensagem matinal dizendo “Bom dia, como vc está? Trouxe um mimo pra vc da ilha. Fique bem. Um beijo.” Pronto. Simples assim.
Ou será que eu sou muito quadrado?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ancestrais

A morte, para mim, sempre foi um assunto muito distante e que só acontece com os outros. Tanto é que os parentes mais próximos que já perdi, depois do meu cachorro, foram meus bisavôs e bisavós. Não senti tanto a partida deles pq desencarnaram qdo eu era ainda muito novo e havíamos convivido pouco tempo juntos. Minha irmã, pais, avôs e avós continuam firmes e fortes, graças a Deus.
Não tive o privilégio de conhecer o vô Agenor e a vó Olinda, pais de minha avó paterna. Tudo o que sei deles, além de ter visto algumas fotos, é que o vô Agenor faleceu em 1933 qdo minha avó tinha apenas 2 anos de idade. Já a vó Olinda viveu muito mais, criou os filhos costurando para fora e faleceu no começo dos anos 70. Gostaria de ter conhecido a tia Dijanira, irmã da vó. Dizem que ela era bem à frente de seu tempo.
Também não tive o privilégio de conhecer o vô Joaquim e a vó Maria, pais de meu avô paterno. O vô não fala muito da mãe, mas em compensação vive falando do pai. Em poucas palavras, o vô Joaquim era foda. Administrava pessoalmente o sítio, na região de Maceió, montava a cavalo e fazia as contas sozinho, até falecer aos 104 anos. Oficialmente ele tinha apenas 90 e poucos, pois foi registrado já menino. A família toda estava se reunindo para ir visita-lo em seu aniversário de 105, no início do ano seguinte, mas Papai-do-céu o chamou de volta em dezembro daquele ano.
Em compensação, pude conhecer tanto os pais da minha avó materna quanto os pais do meu avô materno. Eu devia ter uns 6 ou 7 anos qdo eles faleceram. Não sei bem qdo foi, mas parece que os quatro combinaram de ir “embora” ao mesmo tempo.
Começando pelos pais da avó materna, o vô Mariano e a vó Isolina eram mais “na deles”. Apesar de serem bastante sossegados, “aprontaram” bastante na juventude. O pai da vó Isolina, vulgo Dindinha, era comerciante dono de uma loja de tecidos lá nos cafundós da Bahia e o vô Mariano era funcionário da loja. Os dois se apaixonaram e fugiram para se casarem, já que o pai da vó era contra o casamento. Eita velhinho esperto.
Sobre os pais do avô materno, o vô Pedrinho e a vó Emília eram umas figuras. Lembro que ela tinha um pouco de bigode, falava palavrões e fazia um feijão excepcional. Já o vô só ficava na cadeira dele, dando risada e falando besteira, daquele tipo saudável que se pode falar para as crianças. É deles que vem minha teimosia italiana.
Essas são apenas algumas memórias daqueles diretamente responsáveis por eu existir hoje e, por isso, neste dia de finados, fica esta singela homenagem aos meus ancestrais. Que estejam bem onde estiverem.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ginógrafo

Quando a inspiração bate não há como segurar.
Estou com uma vontade louca de escrever, mas não qualquer coisa e não em qualquer lugar.
Pode ser com caneta tinteiro, pincel atômico, ou simplesmente uma esferográfica.
Preciso colocar pra fora esse turbilhão de idéias que me afligem, anseiam, confundem, e manifestá-las por todo o seu corpo.
Tudo o que eu queria/quero agora é escrever nessa pele da cor do pecado, com cheiro de primavera. Quero sorver-lhe o leite e beber da água com que lavou sua blusa.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Amélia

Outro dia fui levar o quadro que o chefe tem na cozinha da casa dele para trocar a moldura. Tudo a ver com minha função na empresa. Tudo bem, afinal foi um tempinho que fiquei fora, necessário para arejar as ideias. A esposa havia ido busca-lo (o chefe, não o quadro) e aproveitei a carona, já que a loja da moldura fica no caminho para a casa deles. A mulher dirigindo, o chefe no banco do passageiro, eu no banco de trás e o trambolho do quadro no porta-malas. Foi uma viagem rápida, de não mais do que 5 minutos. Esse breve período serviu para refletir, e muito.
Analisando única e exclusivamente pelo ponto de vista físico, ela é uma coroa até que bonita. Se fosse divorciada, ou algo assim, e eu estivesse na mesma faixa etária até poderia pensar em convida-la para um café.
Voltando para o curto trajeto até a loja de moldura, os dois conseguiram discutir pelos assuntos mais retardados possíveis, ele levantando a voz, senhor da razão, e ela abaixando o tom, como se submetendo às vontades dele. Naquele momento, toda a simpatia que tinha por ela foi por água abaixo. Quero dizer, continuo cumprimentando-a normalmente, mas aquela pincelada de admiração não existe mais.
Automaticamente lembrei dos meus avós maternos. Minha avó dá tudo na mão do vô, que ainda reclama se não está do jeito que ele quer/gosta. Detalhe que ele não disse como queria seja lá o que for e a vó não tem bola de cristal. Daí fica um resmungando/esbravejando de um lado e a outra deprimida do outro. Um saco.
Mulher “Amélia” não resolve nada e só concorda com o marido. Parte da culpa por serem “Amélias” recai sobre elas tbm, por nunca terem se dado o devido valor (?) ou por não cobrarem mais respeito de seus maridos. Talvez na época em que minha avó era jovem fosse desse jeito e até entendo em parte a “Amelhisse” dela. Já no caso da esposa do chefe não é bem assim, afinal está na mesma faixa etária dos meus pais e ambos sempre decidiram juntos (qdo ainda eram casados) sobre o que fariam, para onde iriam e afins e meu pai nunca levantou a voz pra impor a vontade dele. E qdo discutiam (todo casal discute) era de igual pra igual.
Não sei quem se parece com quem, se o chefe e esposa com meus avós ou vice-versa. O que sei é que meu ideal feminino (um deles) é ter uma mulher que me respeite, ao mesmo tempo em que sempre diga o que pensa/sente.
“Amélia”, pra mim, não serve.

sábado, 23 de outubro de 2010

Mulheres que mexem com minha(s) cabeça(s)

Confesso que a ideia de postar sobre essas mulheres extraordinárias que fazem nossa imaginação voar e nossos corações se encherem de alegria (e de tesão) não é original e já a vi em alguns blogs por aí. O que muda é quanto e como determinada pessoa/personagem mexe com cada um de nós, homens.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Frôzinha

Não se trata de uma flor pq são apenas folhas.
Como não sei o nome dela, então vai Frôzinha mesmo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Arte Moderna

Por Marchesini