quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pátria que nos pariu!
Enquanto isso, servidores públicos municipais de SP fazem greve por reposição de perdas e não por reajustes salariais, uma vez que depende do orçamento público (segundo Irene Batista, presidente do sindicato dos servidores públicos). Aí nosso “querido” prefeito diz que o funcionário do serviço funerário está “se recusando a prestar seus serviços num momento difícil para outro ser humano”, conforme vídeo, como se ele estivesse preocupado. Aham, senta lá. Como diz o ditado, “no dos outros é refresco”.
Os políticos promovem discussões intermináveis e não chegam a consenso nenhum qdo o assunto é de interesse público, mas são capazes de resolver em meia hora seus reajustes salariais, aumentos de mordomias e absolvição de colegas corruptos, safados e afins. Eles estão lá para nos representarem e não servirem apenas a seus próprios interesses. Estamos num estado democrático de direito, certo? Então tomemos as rédeas da situação!
Os políticos honestos podem ficar para resolver os assuntos relativos ao interesse coletivo. Já todos os sem-vergonhas serão demitidos por justa causa (“funcionário” vagabundo tem que ir pra rua mesmo e sem nenhum direito - Aliás, isso me lembra de uma música do Gabriel Pensador, especificamente entre 0’35’’ até 0’53’’) e nós, o povo, resolveremos assuntos do interesse deles através de referendo, especialmente nos casos que envolver destino correto de verba pública e aumento salarial. Simples assim.
Caso a situação não se resolva eu serei coroado Imperador absoluto e acabarei com o ninho de cobras, enviando-os diretamente para a guilhotina. Ou para a forca, dependendo do meu humor. Falando sério agora, caros leitores, não podemos deixar a situação do jeito que está, como se fosse a casa da mãe Joana. Algo precisa ser feito antes que tudo vá pra pátria que nos pariu!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Onde está meu amor?
Tudo começou assim, como quem não quer nada, com um simples comentário num blog qualquer. Discussões mais acaloradas sobre assuntos diversos exigiam outros meios de comunicação mais precisos e discretos. Primeiro veio o e-mail, depois o Messenger e daí para o telefone não demorou muito. Papo vai, papo vem, horas diárias ao telefone até que, parafraseando Renato Russo, “veio mesmo de repente uma vontade de se ver”. Nos encontramos pontualmente ao meio dia de um sábado ensolarado na Estação São Bento do Metrô para um programa tradicional: o pastel do Mercado Municipal. Satisfeita a necessidade fisiológica que o horário impunha, mas não a de passarmos mais horas juntos, o passeio prosseguiu numa caminhada descontraída pelo centro até a Praça Coronel Fernando Prestes, ao lado da Estação Tiradentes do Metrô. Os arredores do local são recheados de curiosidades históricas que talvez poucos conheçam, como a arcada de pedra que já foi um presídio feminino no início do século XX na fachada de um banco e o fato de o Parque da Luz ter sido o primeiro Jardim Botânico de São Paulo, entre outras.
Aquele mês de Janeiro estava particularmente quente e uma parada para uma cervejinha trincando de gelada se fazia necessária num barzinho aconchegante na parte de trás da Pinacoteca e com vista para o coreto do parque. Tudo era motivo de comentários, desde a vegetação até os passáros e o contraste com a selva de pedra que se estendia logo ali depois dos portões. O coração batia forte e o sol já começava a se pôr. Ainda não havia “lua de prata no céu”, mas “foi assim que a conheci” e “um beijo aconteceu”. O mundo poderia ter acabado ali que não me importaria. Naquele momento eu era a pessoa mais feliz que já existiu.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Caminhos de São Paulo 4
A entrada principal da Pinacoteca era pela Avenida Tiradentes. Tanto a entrada do parque quanto da Pinacoteca agora estão na Praça da Luz e são vigiados por seguranças terceirizados. Com a reforma, o parque foi revitalizado, teve o público restringido e agora pode-se dizer que dá para passear por lá sem se preocupar tanto. Claro que o acesso ao parque é livre, mas pelo menos há uma certa coação dos desocupados de plantão e prostitutas da região por ser vigiado. Mesmo assim é bom continuar atento.
Atravessando a rua poderemos visitar a Estação da Luz, principal porta de entrada da cidade de São Paulo aos imigrantes que chegaram ao Brasil a partir do final do século XIX para trabalhar nas lavouras de café no interior paulista e norte do Paraná. Inclusive era por ela que a produção cafeeira era escoada para o Porto de Santos.
Atrás da Estação da Luz há a antiga Estação Júlio Prestes, onde, além de parada de trens, também funcionou o prédio do DEOPS/SP, um dos locais para onde eram levados os presos políticos tanto na ditadura de Vargas quanto na Ditadura Militar que assolou o país de 1964 até 1985. Hoje no local funciona o Memorial da Resistência como um tributo a todos os que faleceram naquele período obscuro de nossa história recente. É possível conhecer antigas celas, uma verdadeira homenagem aos prisioneiros, incluindo uma caracterização baseada nos relatos dos sobreviventes e em moldes semelhantes a como era na época.
Seguindo pela Rua Mauá, do outro lado da Avenida Tiradentes (sentido bairro), logo na primeira quadra, há uma pequena vila, de casas idênticas e ar europeu. Era nessa vila que moravam os operários que trabalharam na construção da Estação e ficou conhecida como Vila dos Ingleses.
Serviço:
* Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, s/nº (0xx11-3326-0775 ou www.museudalinguaportuguesa.org.br)
* Pinacoteca do Estado de SP – Praça da Luz, 2 – (0xx11-3324-1000) ou www.pinacoteca.org.br)
[Por enquanto é só, mas eventualmente continuará qdo eu descobrir mais curiosidades sobre esta cidade caótica]
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Caminhos de São Paulo 3
As duas saídas da estação Tiradentes dão para a avenida de mesmo nome, porém em sentidos contrários. Pegando a saída para o sentido centro-bairro da avenida já damos de cara com os muros em tom ocre do quartel das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, vulgo ROTA. Como curiosidade, é aqui que ficam aquartelados os integrantes do batalhão descritos no livro “Rota 66” do jornalista Caco Barcellos.
[Quartel da ROTA]
Já desde os tempos da ditadura até não muito tempo atrás, coisa de uns 12 anos (época em que estava no colégio e motivo de conhecer tão de perto esta região degradada pelo tempo e pelo descaso governamental), ficava um policial em cada guarita (sendo pelo menos duas, uma de cada lado do portão principal), fortificada com diminutas janelas à prova de balas e respiros suficientemente grandes para enfiar o cano da arma e atirar em quem quer que fosse, e duas viaturas armadas com metralhadoras no portão principal. Hoje fica apenas um policial em cada guarita e pronto, só para constar que estão lá.
É neste mesmo quartel que funciona a cavalaria da Polícia Militar paulista. Como o colégio não possuía uma quadra de esportes decente, nossas aulas de Educação Física eram feitas na quadra da ROTA. Fomos apresentados às instalações em nossa primeira aula por um soldado que, embora estivesse ali meio a contragosto, se mostrou bastante paciente. Conhecemos a estrebaria, cocheiras e forja. Em alguns momentos me senti como num castelo na Idade Média. Alguns métodos não evoluíram muito desde então, talvez por se mostrarem eficientes. Os cavalos são muito bem tratados, com direito a banho, escovação dos pelos e tem até uma piscina para exercícios semelhantes à nossa hidroginástica. Fico abismado como animais são melhor tratados do que humanos pelos próprios humanos. Mas enfim, voltando para o foco do artigo, infelizmente as instalações não são abertas à visitação civil. Originalmente o quartel era bem maior, mas devido à ampliação da cidade, uma parte dele precisou ser demolida para dar vida à avenida João Teodoro, ponto conhecido para aquisição de artigos militares, como uniformes, coturnos, boinas, coldres e todo tipo de acessórios. A torre de uma das fornalhas ainda se mantém ereta e solitária no canteiro central como memória àquela parte demolida.
Deixando o quartel para trás e seguindo pela mesma avenida Tiradentes sentido centro-bairro, a aproximadamente 50 metros do Metrô nos deparamos com os muros brancos da Igreja e Mosteiro da Luz, onde funciona o Museu de Arte Sacra. Se você for amante de história como eu e, independentemente de sua religião, vale a pena conferir as peças do museu como curiosidade, algo que nos remete ao período Barroco.[O que restou do Presídio Tiradentes]
Voltando pelo mesmo caminho e aproveitando a passagem do Metrô para chegar ao outro lado, na praça Coronel Fernando Prestes, seguiremos pela Tiradentes agora no sentido bairro-centro em direção à Estação da Luz. A curiosidade deste trajeto fica por conta do arco de pedra presente no Banco do Brasil. Neste local havia um presídio feminino no início do século XX chamado de Presídio Tiradentes. O tal presídio foi demolido, restando apenas a arcada do portão principal como marco histórico.
Serviço:
* Igreja e Convento da Luz – Av. Tiradentes, 676 (0xx11-3326-9632 ou www.saofreigalvao.com.br)
[Continua]
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Caminhos de São Paulo 2
Apenas um dia é insuficiente para degustar todas as delícias que o Mercado tem a oferecer. Se você estiver na capital a passeio, recomendo os pastéis das bancas no piso térreo, mas se você for morador desta cidade cosmopolita continuo recomendando os pastéis, porém há a possibilidade de retornar no próximo final de semana para degustar um dos pratos dos restaurantes ou o sanduíche de mortadela. Eu particularmente prefiro as iguarias árabes de um dos restaurantes do mezanino ao invés do sanduíche. Em qualquer um dos casos, o local virou ponto de referência de boa gastronomia e recomendo chegar cedo para conseguir uma mesa.
[Mercadão visto do mezanino e vitral ao fundo]
Deixando as ruas sujas e empoeiradas do centro para trás, vamos de Metrô rumo à Avenida Paulista, local onde moravam as tradicionais famílias em suas mansões e continua sendo hoje o metro quadrado mais caro da América Latina. Depois que o local deixou de ser moradia das famílias mais abastadas e tornou-se cobiçado ponto comercial de empresas nacionais e estrangeiras, um novo projeto arquitetônico se fez necessário. Única avenida do país a ter cabeamento elétrico subterrâneo (idêntico às maiores cidades dos países desenvolvidos), o projeto original era o de um boulevard e destinava a superfície a um grande calçadão para tráfego de pedestres e túneis subterrâneos destinados ao trânsito de veículos. Como bem sabemos, o tal projeto não foi levado a cabo e o local continua como uma avenida comum, onde carros e pedestres dividem o mesmo espaço. Claro, cada um no seu local apropriado. Os tais túneis continuaram lá por um bom tempo até que foram aproveitados para abrigar uma parte da linha 4 verde do Metrô.
[Continua...]
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Caminhos de São Paulo
São Paulo. Terra da garoa, do som, do grito, do agito.
Tudo é longe, o trânsito que não trafega, horas perdidas.
As quatro estações do ano no decorrer do (mesmo) dia.
Chuva que não acaba mais. Violência. Caos. Poluição.
O verde inexistente. Selva de pedra.
Sampa, para os íntimos, é tudo isso, mas não apenas isso. Nossa aventura pelo centro de São Paulo começa na Rua São Bento, onde se localiza o Mosteiro de São Bento, no Largo de mesmo nome. Como curiosidade, foi neste local que o Papa Bento XVI ficou hospedado em sua visita à capital paulista.
[Largo de São Bento - Vista do mirante do Banespa]
Seguindo adiante, mais precisamente na esquina com a Rua São João, há um pequeno Largo. Virando à esquerda há o prédio do antigo Banco do Estado de São Paulo, Banespa, cujo mirante é aberto à visitação pública. E o melhor: as visitas são gratuitas. O único inconveniente é que funciona apenas em dias úteis e das 10h às 15h. Em dias claros é possível visualizar a Serra da Cantareira ao norte, a Serra do Mar ao sul, o pico do Jaraguá a oeste e a imensidão da zona leste, mesmo sem o uso de binóculos. A única exigência é levar documento de identificação com foto.
[Fachada do prédio do Banespa]
[Serra da Cantareira ao Norte - Vista do mirante do Banespa]
Se você for fã do bom e velho Rock´n´Roll poderá seguir pela Rua São João por algumas quadras, logo após atravessar o Vale do Anhangabaú e ir até o número 39, onde se encontra a Galeria do Rock. Lá é possível encontrar cd´s, dvd´s e até vinis raros de suas bandas preferidas, além de vasta gama de acessórios, que vão desde coturnos, camisetas, cintos e bolsas até as mais bizarras esculturas e penduricalhos de todos os tipos. Se esta parte do roteiro não for muito de seu agrado poderá seguir até a Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa, e embarcar por uma viagem pelo túnel do tempo no pequeno museu montado no mesmo local onde eram realizados os pregões. Antigos operadores da bolsa estão no local para prestar informações ao público, algo como uma visita monitorada. Vale a pena.
[Parte do Vale do Anhangabaú na parte inferior e início da Rua São João]
[Bolsa de Mercadorias & Futuros - BM&F - Bovespa]
Continuando o mergulho histórico, logo ali ao lado, no que se convencionou chamar de Pátio do Colégio, há um pequeno museu com artefatos históricos e uma grande maquete de como era a vila de São Paulo de Piratininga nos anos que se seguiram à sua fundação pelos padres jesuítas em 1554. Mesmo estando na parte de fora do museu e com acesso livre ao público, um dos pontos altos do lugar é uma parte do muro original do colégio que continua de pé, aquele mesmo que os padres fundaram. E, claro, está devidamente protegido por vidros para evitar o desgaste do tempo.
[Pátio do Colégio - O bobão aqui esqueceu de tirar o dedo da lente]
[Inscrição na entrada da capela]
[Parede original do Colégio dos Jesuítas]
Ali ao lado há o Solar da Marquesa, Domitila do Amaral, uma das supostas amantes do Imperador D. Pedro I. Não há nenhuma identificação no local e é preciso descobri-lo com a cara e coragem. A visita vale a pena, pois há objetos pessoais dela, inclusive uma banheira esculpida em mármore. Na 1ª ocasião em que estive lá, no final de 2001, também havia uma pequena exposição fotográfica da cidade de São Paulo nos anos 1950. Infelizmente está fechado para reformas e sem data prevista para reabertura.
Ainda sobre as curiosidades da região, o Viaduto do Chá, que cruza o Vale do Anhangabaú, tem esse nome pelo motivo de que havia ali uma fazenda de chá no século XIX e o nome do Vale é devido a um rio de mesmo nome que corria por ali. O rio continua lá, porém canalizado, e é por causa dele que o túnel do Anhangabaú costuma inundar quando chove torrencialmente na cidade. O céu enegreceu? Se estiver de carro é bom evita-lo.
Serviço:
* Banco do Estado de São Paulo – Banespa – Rua João Brícola, 24 – (11-5099-4000)
* BM&F-Bovespa – Pça Antônio Prado, 48 – (11-3272-7373)
* Pátio do Colégio – Viaduto Boa Vista, esquina com Rua Anchieta
* Solar da Marquesa – R. Roberto Simonsen, s/nº
[Continua...]