Mostrando postagens com marcador Língua Portuguesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Língua Portuguesa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Papo Nerd 3

Durante uma aula entediante na facu, resolvi dar uma arejada nas idéias, tomar água e “esvaziar a caixa d´água”. Nesse momento cruzei com uma amiga que estava sentada no corredor e, teoricamente, cabulando aula (ou se preferir, gazeando). Quem gazeou aula foi a profª, que não apareceu naquele dia. Papo vai, papo vem, ela contou que estava fodida por ter que entregar um monte de trabalhos, matérias e afins naquela semana e que o sobrinho dela, de 7 anos, costuma dizer “eu si fodi”. Risadas à parte e mesmo ela explicando que assim está errado e que o “certo” é “me fodi”, não vou entrar no mérito da questão se é válido ou não explicar essas coisas para uma criança dessa idade, mas o fato é que “me fodi” também está errado por não se iniciar frases ou períodos com pronomes pessoais do caso oblíquo.

Tabela de pronomes pessoais
caso reto caso oblíquo
eu me, mim, comigo
tu te, ti, contigo, se, si, consigo
ele o, a, lhe
nós nos, conosco
vós vos, convosco
eles os, as, lhes

Saindo um pouco da teoria e adentrando ao campo prático, “te amo” tbm está errado. Pela coloquialidade da Língua Portuguesa falada, é possível e permissível falar assim, mas gramaticalmente está errado. Na forma escrita, então, nem pensar.
Não se esqueça: qdo for mandar um cartãozinho de dia dos namorados, o certo é “Amo-te!”. Ou sua namorada o achará um cara inteligente e se apaixonará mais ainda ou um nerd incorrigível. Ou as duas coisas! :)
Mas quem se importa com isso? O que vale é a intenção.

P.S.: Lembrei da minha amiga “semi-patty”! Cadê vc?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Na falta do que fazer, acompanhe detalhadamente o trabalho de alguém e aporrinhe-o à exaustão.

Notei que sou um amante da Língua Portuguesa há alguns anos, quando havia recém- saído da “aborrescência” e me dedicava mais à leitura de revistas dos meus gostos pessoais, mais precisamente as de música (entenda por revistas de Heavy Metal). Não tenho a menor idéia do destino do fulano, mas naquela época o tal era locutor de um programa de rádio e colunista de uma das minhas revistas favoritas. Vamos chamá-lo de “Zé Ruela” apenas para dar nome aos bois. O cara é um baú de sabedoria, uma enciclopédia ambulante, quando o assunto é música, instrumentos, sonoridade, história de bandas e afins, mas é um completo tapado na arte de escrever. A revista costumava chegar às bancas por volta do dia 9 de cada mês. Até o dia 11 eu já a havia comprado e com certeza até o dia 15 já havia um e-mail meu na redação comentando a edição atual de cabo a rabo. Claro que o foco era sempre a coluna do Zé Ruela, que cometia erros lamentáveis na forma escrita. Antes de mais nada, deixo claro que eu também estou sujeito a cometer erros e não sou dono da verdade, ainda mais num assunto tão complexo que é nosso idioma. Voltando, pleonasmos eram constantes (subir pra cima, descer pra baixo, sair pra fora, entrar pra dentro, miss burra, essas coisas...) (Ele não citou “miss burra” na coluna, foi apenas uma homenagem a um grupo teatral muito retardado que já rendeu boas risadas), concordância e regência era um “Deus nos acuda”, mas enfim, eu não podia deixar passar batido. Precisava criticar. Apesar de serem críticas construtivas ainda eram críticas. Enchi tanto o saco da Redação que finalmente alguém respondeu meu e-mail. Disseram que minha argumentação estava tão bem articulada que ficaram convencidos da necessidade de revisar os textos do Zé Ruela antes da publicação. O motivo real pelas críticas (ou implicância, se preferirem) será esclarecido numa outra ocasião. Por enquanto basta saberem que a desculpa plausível para criticar era o fato de que a possibilidade de haver professores de Português ou outras pessoas cultas entre os leitores era grande e não só os moleques “cabeças de latinha”. Se eu fosse um professor, por exemplo, e lesse as bizarrices dele, com certeza o tempo que levaria para atirar a revista no lixo seria infinitamente menor do que levaria para pronunciar “cu”.